Hoje meus pensamentos são tão soturnos.
É um dia de cortinas fechadas,
Roupas sem cor,
Semblante fechado,
Olhar sem direção,
Muita vontade de dormir.
Fazer o tempo voar,
Passar as horas rapidamente,
Chegar logo o amanhã.
Talvez ele traga mais luz,
Venha com mais força.
Quem sabe a energia se renove,
O sorriso se abra,
Os olhos se iluminem,
O corpo vibre.
Mas, hoje, não.
Agora é o marasmo que reina,
Este dia está condenado
Nem as palavras ajudam.
Sinto-me só no meio da multidão.
Tenho companhia
Mas é a solidão que grita.
Vai passar...
É só hoje...
Amanhã eu melhoro.
Amanhã...
Hoje, não...
Fotos, contos, depoimentos e histórias em geral. Assuntos diversos para pessoas diversas...
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terça-feira, 15 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Desenho da Saudade
Que linda Mimosa, de tamanha luz,
E sua irmã Rubídea, cor de carmim.
Levam meus sonhos que a vida conduz.
Lampejam ardentes dentro de mim.
Nestes planaltos de paisagem retorcida,
Sem o cheiro verde vivo no chão,
Faltam os campos banhados pela Intrometida.
Faltam os campos banhados pela Intrometida.
Sobram as penas no perdido coração.
Longe da discreta Pálida,
Meu anoitecer é tão mesquinho.
Não tenho uma desculpa válida
Para sentir-me assim tão sozinho.
Mas tenho por direção o teu brilho
Sonho ao teu rumo voltar
Com o violão no qual dedilho,
Debaixo da Alfa-Magalhães descansar.
Homenagem a “um gaúcho que está corroído de saudade do Rio Grande e que não se acostuma com esse Planalto Central”!
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
A Beleza
[Calçadão Balneário Camboriú - SC] por Manuela Bertol
A tristeza é assim, tão bela.
É isso que aprendemos na escola.No poema, ela sofre por ele,
E ele lamenta a falta dela.
Casal que dá certo não é perfeito.
Tudo com dor é mais bonito...
Precisam ter desencontros e lamúrias
Pra que o amor seja infinito.
Tem que ser bobo, inexperiente.
Ninguém aplaude o eficaz!
Quebrar a cara todo dia,
Pra depois tornar-se capaz.
E assim que é em nosso filme ou novela.
Nossa história só será, pela crítica, elogiada
Se tiver muito choro e lágrimas.
De uma mocinha desmantelada.
Numa cadeira aparte do sucesso,
Meu desejo, com tudo isso não condiz.
Não quero uma vida bela,
Só quero uma completa e feliz!
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
A Orchestra
Execução perfeita.
Nenhum erro. Sem falhas.
O maestro vibra a cada movimento.
Música bela.
Sonha a emoção da arte.
As últimas notas,
Espetáculo incólume.
Sentimentos aflorados,
Suor escorrendo por entre os cabelos,
Mãos firmes na batuta.
O derradeiro gesto.
Reverência aos músicos,
Olhos fechados,
Braços abertos.
Ouvidos atentos aos aplausos.
Nada!
Abre os olhos.
Gira o corpo devagar...
Ninguém na platéia...
sábado, 29 de agosto de 2009
O Bicho que Voa
Quem foi que disse que homem não pode voar?
Quem foi que disse tamanho absurdo?
Voar como um colibri...
Quem foi que disse, não sabe.
Não sabe, nem nunca experimentou.
Rodar, bailar e flutuar...
Nas plumas da saia esvoaçante,
O planar do encontro das mãos e passos,
O olhar de rapina penetrando na presa,
O vôo certeiro do pássaro
Deslizando no salão encerado.
Compasso, marcação e espaço...
Voar livre de verdade.
Com o sopro da melodia,
Cantarolada no ouvido.
O chão perde o sentido,
O céu, agora, é tão perto.
Plena liberdade...
Vôo alto, vôo rasante contra o vento,
Emoção como quiser.
Sem medo do abate,
Pairo por entre a formação
Mergulhos e alçar mais alto.
Com asas de sonhos sem tempo...
Olhos fechados, olhos abertos.
Gira qual criança.
Quem foi que disse que homem não voa?
É porque não encontrou seu par de asas,
Não encontrou seu par na dança!
Quem foi que disse tamanho absurdo?
Voar como um colibri...
Quem foi que disse, não sabe.
Não sabe, nem nunca experimentou.
Rodar, bailar e flutuar...
Nas plumas da saia esvoaçante,
O planar do encontro das mãos e passos,
O olhar de rapina penetrando na presa,
O vôo certeiro do pássaro
Deslizando no salão encerado.
Compasso, marcação e espaço...
Voar livre de verdade.
Com o sopro da melodia,
Cantarolada no ouvido.
O chão perde o sentido,
O céu, agora, é tão perto.
Plena liberdade...
Vôo alto, vôo rasante contra o vento,
Emoção como quiser.
Sem medo do abate,
Pairo por entre a formação
Mergulhos e alçar mais alto.
Com asas de sonhos sem tempo...
Olhos fechados, olhos abertos.
Gira qual criança.
Quem foi que disse que homem não voa?
É porque não encontrou seu par de asas,
Não encontrou seu par na dança!
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| Voando |
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
O Violão
| Andando entre linhas by Alice |
Como pode um som de cordas fazer tanta falta?
Ah, o doce som do trastejar...
Como queria eu, poder deslizar sobre ti meus dedos
Com perfeição e habilidade.
Amor platônico...
Nunca tive de ti um som sincero.
Melodia natural de quem tem o dom.
Mas como me faz falta...
E eu me acostumei a ouvir-te.
Todos os dias tu cantavas pra mim.
Era um dedilhar, uma canção incompleta
Era uma brincadeira ou coisa séria
Mas nunca fui eu que te dei prazer
Não era eu que te fazia soar assim.
Eu só arranhava, destruía tua sonoridade.
Quanto tempo eu tentei...em vão.
Desisti de te dominar.
Hoje só quero ser sujeita a ti.
Só quero poder te ouvir
Poder sorver tuas notas
Não me importo mais que as mãos não sejam as minhas.
É teu som que eu quero
Não preciso te tocar,
Não preciso te ver,
Basta sentir que tu estás ali
Soando pra mim...
Ah...
Minhas lágrimas acompanham teus acordes...
É o que eu posso fazer por mim e por ti.
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